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domingo, 7 de julho de 2013

Sentado no aconchego

Olhos vidrados,
Sobrepostos por óculos.
Aquela armação enferruja,
Acompanha o ponteiro,
Que anda,
Lentamente, quase
Não se move.
Desintegra-se
Sobre este
Rosto enrugado,
Maltratado pelo tempo.
Barba e cabelos brancos.
E um chapéu.
Meio antiquado,
Mas agradava-lhe.
Seu palito, velho e
Não diferente dele.
Trazia ainda a
Mancha de graxa.
Trabalhara, trabalhara!
A troco de quê?
Companhia?
Não tem nem isso
Para sua sepultura.
Ainda ali,
Olha, mas
Sem objetivo.
Ainda sentado em
Sua poltrona,
Fétida e velha.
Não perdera!
Continuarão ali.
Putrefará?
Aqueles vermes
Não perderão tempo!

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