Na consequência
Dos corpos expostos,
Da vergonha
Recoberta pela
Mentira recorrente.
No ato de amar,
Tornou o
Vil pensamento.
Por clemência,
Tentou debalde
Esquecer.
Mas a mente,
Num suspiro,
Relembra a
Fatídica noite.
No ato da
Ignorância,
Busca justificar
O ato
Injustificável.
O humor
Inabalável
Embebeda-se em
Lágrima,
Mas o olho
Torna a afagar
A boca,
Que beija
E mente.
E no ato
De mentir,
Afaga o olho
Apaixonado.
Torna sepulcral
O sentimento
Outrora ideal.
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quarta-feira, 31 de julho de 2013
Ao toque
Aspirou aquele
Áspero gosto
De angústia
Do som
De uma voz
Melodiosa.
Soube, porém,
Que seus
Olhos veriam
A luz.
Na qual o
Sossego da
Cabeça
Descansaria.
Na eternidade
Do sorriso
Da boca,
Na imortalidade
Das poucas
Palavras ditas.
Áspero gosto
De angústia
Do som
De uma voz
Melodiosa.
Soube, porém,
Que seus
Olhos veriam
A luz.
Na qual o
Sossego da
Cabeça
Descansaria.
Na eternidade
Do sorriso
Da boca,
Na imortalidade
Das poucas
Palavras ditas.
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Sistema
Coc...
Co...
Coc...
Co...
Rrrrrup!
Rrup?
To,
To,
To,
To:
Prefeito
Imperfeito!
Corr...
Corru!
Corre!
Cor:
Disfarce.
Velho
impasse.
Rru
Rru
Rua!
Não há
Tão burra.
Burraco!
Buraco...
E imposto?
Decomposto!
sábado, 20 de julho de 2013
Casualidade
Na manhã
Desta
Segunda-feira,
Um homem
Acorda e
Arruma-se
Para ir
Trabalhar.
Bebe seu
Café
preferido
E parte
Para mais
Uma jornada.
Na rua,
Avista dois
Rapazes
Suspeitos
Vindo em sua
Direção
E que
acompanham
Compassadamente
Os passos
Das jovens
Donzelas
Que andam
Na mesma
Direção.
O homem,
Tendo
Seus
sentidos
Abalados
Pelo medo
Do perigo
Iminente,
Acaba por
Esbarrar nas
Moças.
Seus copos
De café
Caem.
Algumas
Desculpas
tímidas
São ditas
E nada mais.
Uma senhora,
Já de idade,
Acompanha
Toda a trama
Que envolve
Três rapazes
e
Duas moças.
A senhora
Lia seu
jornal
Enquanto
Esperava por
Seu café.
Mas o
Garçom
Daquele dia
Era recém
Chegado.
Esquecera de
Anotar
O pedido
Da dama
Que esperava
Tranquilamente
Enquanto
Lia seu
jornal
E assistia
Aquela cena
Conturbada.
Nada foi
dito,
Nada foi
Feito.
O garçom
Engoliu seu
Orgulho e
Resolveu
atender
Novamente.
Um café
Meio amargo.
O
funcionário
Anota e
Dirige-se
para
A cozinha,
Onde o dono
Está.
E a
distância
Entre rapaz
E moças
Já era
De uns
Quatro
passos.
O dono
Recebe a
Folha e
começa.
Mistura
alguns
Ingredientes
E chama
O jovem
Funcionário.
O pedido
está
Pronto.
Via-se a
Alegria no
Olhar ao saborear
Aquele café
–
Seu
preferido.
Já se
somavam
Doze passos
E os dois
Suspeitos
Mantinham a
Distância de
Sete.
O homem
Chegou ao
trabalho,
Mais
atrasado
Do que
O normal.
A senhora
Deliciou-se
Em seu café
E retornou
Para sua
Vida
Monótona.
Mas um crime
Abalou
A cidade.
O jornal
Que a mesma
Senhora lia
Na manhã
Do dia
Seguinte
Trazia a
notícia
De um cruel
Assassinato.
Enquanto o
rapaz
Passava
Apressado do
Outro lado
Da rua –
Mais cedo.
Duas
mulheres
Foram
esquartejadas
E as folhas
Traziam as
fotos
Das jovens.
A senhora
Pegou sua
Xícara,
Levantou-a –
Já com
alguma
Dificuldade
–
E bebeu um
Gole de seu
Café.
Mais amargo
Do que
O normal.
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Aos leitores
Queridos leitores, um estilo meu de escrever é o de utilizar palavras propostas por amigos e conhecidos. Se algum de vocês quiser que eu escreva alguma coisa com palavras sugeridas por quem dirijo este post, é só mandar sua sugestão. Comente neste post mesmo 4 palavras de sua preferência. Surpreendam-me!
Esperança
Oh, Deus!
Põe fim à
Este sofrimento.
Destes olhos
Que em vidro
Se encerram.
Oh, Morte!
Castiga com
A foice
Este peito
Que desiste
De lutar.
Destrói os
Pensamentos
Do menino
Fátuo,
Que está
Farto -
Exausto -
E que
Se senta.
Espera
Vossa presença.
Espera
A iminência
Do fim
Iminente.
E que tem
Olhos voltados
Para chuva.
Mas na escuridão
Apenas terminam.
No horror
Da vida
Que deixara
De sentir.
Capta somente
O fétido ardor
Do receio.
Põe fim à
Este sofrimento.
Destes olhos
Que em vidro
Se encerram.
Oh, Morte!
Castiga com
A foice
Este peito
Que desiste
De lutar.
Destrói os
Pensamentos
Do menino
Fátuo,
Que está
Farto -
Exausto -
E que
Se senta.
Espera
Vossa presença.
Espera
A iminência
Do fim
Iminente.
E que tem
Olhos voltados
Para chuva.
Mas na escuridão
Apenas terminam.
No horror
Da vida
Que deixara
De sentir.
Capta somente
O fétido ardor
Do receio.
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Pensamento defeso
Uma arma
E uma ideia.
Tinha mãos
Trêmulas e
Pensamentos
Frouxos.
Ainda o
Suor escancara
Nervosismo.
Fechou os
Olhos e
Engoliu aquela
Saliva amarga
Da dúvida.
E diversos
Pensamentos
Mais passaram.
Vieram
Questionamentos e
Desculpas
Chulas.
Encarou
Carinhosamente
O ser adiante e,
Antes do
Fragor
Do instrumento,
Xingou
Algumas
Palavras bonitas.
Viu a bela
Face,
Mas não
Havia retorno.
Já caíra
Mais um
Cadáver -
Caíra em
Lugar qualquer,
Nem afeto
Do nome,
Nem afeto
Nenhum.
Apenas a
Lágrima
Rápida do
Olho fixo.
E uma ideia.
Tinha mãos
Trêmulas e
Pensamentos
Frouxos.
Ainda o
Suor escancara
Nervosismo.
Fechou os
Olhos e
Engoliu aquela
Saliva amarga
Da dúvida.
E diversos
Pensamentos
Mais passaram.
Vieram
Questionamentos e
Desculpas
Chulas.
Encarou
Carinhosamente
O ser adiante e,
Antes do
Fragor
Do instrumento,
Xingou
Algumas
Palavras bonitas.
Viu a bela
Face,
Mas não
Havia retorno.
Já caíra
Mais um
Cadáver -
Caíra em
Lugar qualquer,
Nem afeto
Do nome,
Nem afeto
Nenhum.
Apenas a
Lágrima
Rápida do
Olho fixo.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Trabalho de casa
Ontem,
Ao final da
tarde,
Fui
testemunha
De algo
Até então
Inédito –
Pelo menos
Para minha
Humilde
existência.
Uma negra
Substância
Recobriu os
céus
E expulsou o
sol
De cena.
E rogou uma
Praga sobre
mim.
Entoou tais
Palavras:
“Cairás nos
braços
De Morfeu
E
permanecerás
Em estado de
Inconsciência
Por horas,
Mas
levantarás
Para
presenciar
As aulas
pela
Manhã”.
Desesperado,
Tentei
fugir,
Mas acabei
Tropeçando e
Caí em minha
Cama.
O dito foi
feito.
Permaneci em
Sono por
horas
E acordei
pela
Manhã,
Para que
pudesse
Assistir às
aulas.
E agora
estou
Aqui, diante
Do senhor,
Explicando a
Real
desculpa
Por não
Ter
entregado
A tarefa de
casa.
Vultosidade
Abrir e fechar
Os olhos,
Mas não num
Simples piscar.
Abrir para
Ler o que está
Escrito no papel,
Fechar para
Imaginar
E abrir
Para tornar
O sonho real.
Fechar a
Boca corrupta
Com o abrir
De outras mil,
Abrir as portas
Pro Gigante Brasil.
Os olhos,
Mas não num
Simples piscar.
Abrir para
Ler o que está
Escrito no papel,
Fechar para
Imaginar
E abrir
Para tornar
O sonho real.
Fechar a
Boca corrupta
Com o abrir
De outras mil,
Abrir as portas
Pro Gigante Brasil.
sábado, 13 de julho de 2013
O carro
O personagem
Em questão
Não é um
herói,
Muito menos
Um vilão.
Não se trata
De alguém
Importante.
Nem ao menos
Tem nome.
Não fora
Batizado e
Os pais são
Desconhecidos.
Este, nem
Teve uma
vida
Espetacular,
Nem fez algo
de
Diferente.
Se criou
algo,
Continua em
seu
Cérebro
pequenino.
Na certeza,
Apenas que
viveu.
Teve seus
bons
E maus
momentos –
Clichê!
Mas pra quê
um texto
De um Zé
ninguém?
Teve algo
interessante.
Porém,
apenas isso.
Um momento
feliz
Foi a marca
da tristeza.
Trabalhou a
vida
Inteira e,
Finalmente,
Comprou um
carro –
Bobeirinha.
Pôs-se
alegre,
Chorava
enquanto
Assinava
contrato,
Parecia
importante.
Foi correndo
avisar
Da compra
Sucedida,
enquanto
Corriam as
lágrimas –
Desesperadas.
A emoção foi
Tamanha que
Caiu na
Própria
graça.
E enquanto
Agonizava em
Lágrima e
sangue,
Assistiam
perplexos,
Não havia
ação.
Caíram mais
Lágrimas,
Mas já não
Eram mais
De euforia.
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Atento
Criança.
Carro.
Homem.
Pista.
Carro.
Pista.
Homem.
Criança.
Gritos.
Grito.
Desespero.
Criança.
Homem.
Semáforo.
Faixa.
Grita.
Corre.
Corro.
Correm.
Cai.
Chão.
Pista.
Sangue.
Morre.
Quem?
Apenas
sento-me
E saboreio
Meu café
Enquanto
Encaro,
Fixamente,
Aquele belo
Epitáfio.
Alguns Pés
Descalços,
Escassos,
Nus e
Agitados.
Andam,
Correm.
Provocam
Tumulto e
Aspiram
apenas
Nacionalismo.
Gritam,
Chamam quem
Assiste.
Assistem
O povo,
Que dormia,
Levantar.
Aqueles pés
Vêem
A esperança
Brotando
Dos corações,
Da voz de
Cada pé
Que acompanha.
Compassado,
Na ordem
E buscando
Progresso.
Na língua
Um verde e
amarelo
E na
garganta –
Entalada –
Permanece
E incomoda,
A corrupção.
Acaso
Sozinho
Permanece
Oprimido por
Rotina.
Deita e
Reflete.
Pensar em
que?
Existência?
Ridículo!
Chora,
Mas não
Sabe.
Desiste?
Nunca!
Vive na
Angústia
Da
tentativa.
Na solidão
do
Pensamento.
No obscuro
Devaneio
Noturno.
Mas lembra
Que haverá
Sol pela
manhã.
Aquele
estado
De sombras
Cairá
E poderá
Viver a
mentira
Tranquilamente.
Na rotina do
ser.
Fecha os
olhos
Mais uma vez
E...
Epifania!
Compra café,
Mas não
Jornal.
Prefere
Deliciar-se
com
As letras
Daquela
minha
Bela e sepulcral
Lápide.
terça-feira, 9 de julho de 2013
Algum sentimento
É o algo
Que queima.
Queima
Com ácido -
Sulfúrico.
Tão lá como
Eu aqui,
Com meu fogo
Queimo.
Não o amor,
O sucesso.
A vitória
Iminente
Desabrocha-se,
Cria esperança.
Ambienta-me
Ao favorável e
Num gesto -
Tresloucado -
Agoniza-me.
Lentamente para,
Torna a
Ressequir-se e,
Num piscar
De olhos,
Putrefaz-se e,
No fim,
A morte brota.
Que queima.
Queima
Com ácido -
Sulfúrico.
Tão lá como
Eu aqui,
Com meu fogo
Queimo.
Não o amor,
O sucesso.
A vitória
Iminente
Desabrocha-se,
Cria esperança.
Ambienta-me
Ao favorável e
Num gesto -
Tresloucado -
Agoniza-me.
Lentamente para,
Torna a
Ressequir-se e,
Num piscar
De olhos,
Putrefaz-se e,
No fim,
A morte brota.
Corações Vorazes
E sobre a distância
Não se sabe.
Sente -
Saudade.
Mas sabe que,
Eternamente,
Aquele coração
Baterá por Ela.
E por Ela
Arderá o fogo.
Permanecerá e
Queimará
A distância.
A angústia da
Saudade
Se curvará
Diante daquela
Chama eterna.
Não se sabe.
Sente -
Saudade.
Mas sabe que,
Eternamente,
Aquele coração
Baterá por Ela.
E por Ela
Arderá o fogo.
Permanecerá e
Queimará
A distância.
A angústia da
Saudade
Se curvará
Diante daquela
Chama eterna.
Passos Escassos
Mirava o mesmo.
Com olhos fixos,
Seus músculos
Não se movimentavam.
Do seu peito
Escorre aquele
Líquido rubro.
E olha,
Sem brolho,
O nada -
Na verdade,
Parede.
O cheiro de mofo
Da infiltração
Não o incomoda
Mais.
Permanece
Intacto -
Ou quase.
Seus olhos,
Sem lágrimas,
Gélidos
Encaram.
Enquanto anda
Calmamente em
Passos escassos.
Com olhos fixos,
Seus músculos
Não se movimentavam.
Do seu peito
Escorre aquele
Líquido rubro.
E olha,
Sem brolho,
O nada -
Na verdade,
Parede.
O cheiro de mofo
Da infiltração
Não o incomoda
Mais.
Permanece
Intacto -
Ou quase.
Seus olhos,
Sem lágrimas,
Gélidos
Encaram.
Enquanto anda
Calmamente em
Passos escassos.
Crepúsculo
Raios de sol
Refratados por
Aquelas gotículas
D'água preguiçosas
Da manhã.
O céu,
Ainda manhoso,
Colorido e tímido
Destaca o celeste.
Os pássaros,
Sem direção,
Voam -
Ao horizonte -
E cantam,
E encantam
E acordam
A pequena menina,
De olhos vivos
E bochechas
Rosadas.
À distância
Podia ouvir
Ao léu
O nome que,
Ao ouvido,
Cheirava aliteração.
E, como perfume,
Atiça:
Larissa.
Refratados por
Aquelas gotículas
D'água preguiçosas
Da manhã.
O céu,
Ainda manhoso,
Colorido e tímido
Destaca o celeste.
Os pássaros,
Sem direção,
Voam -
Ao horizonte -
E cantam,
E encantam
E acordam
A pequena menina,
De olhos vivos
E bochechas
Rosadas.
À distância
Podia ouvir
Ao léu
O nome que,
Ao ouvido,
Cheirava aliteração.
E, como perfume,
Atiça:
Larissa.
Manifesto
Político e
Corrupção.
Caminham.
Andam por
estradas
Brasileiras
–
Esburacadas.
Atravessam
os
Rios –
Poluídos.
Respiram o
mesmo
Ar –
Dióxido de
Carbono.
Oxigênio?
Jamais!
E aquelas
crianças?
Sujas, não
comem.
Acho que não
Conhecem
escola.
A arma atira,
Mas de onde
vem?
Assistem
tudo
Dos telões.
É festa,
Esquece.
Finge que
Funciona.
Não
funciona!
Quem o
atingido?
Anônimo,
esquece.
Político,
aquece.
Ambulância,
que
Demora,
Corre.
E chega,
Debalde.
A população,
Do Brasil,
Sufocara-o e
Já está
Morto.
E causa
choro?
Não merece
Comoção.
E ouve:
Já foi
tarde.
Ouve dos
Mesmos que
Gritam por
Igualdade.
Rotineiro
Acorda bem
cedo,
Mas acorda
Com
preguiça.
Toma banho e
Põe a boina.
Na cabeça
Lentamente.
E chove.
A chuva
Levanta bem
cedo,
Com ele,
Que toma
banho.
A planta é
Molhada pela
chuva,
Enquanto ele
Toma café.
E toma café
da manhã
De manhã.
Vai pro
colégio
E a chuva
cai.
Molha
planta,
Molha o
carro,
Molha pista,
Mas não o
molha,
Não ainda.
Sai do carro
E molha o
sapato.
Engraxado?
Não mais.
A chuva o
molha.
E ele é
molhado
Pela chuva.
Molha
sapato,
Molha bolsa,
Molha farda,
Molha
menino,
Molha boina.
Tira a
boina.
Molha
cabelo.
A chuva não
molha
Mais a
boina,
Mas molha
menino.
E resolve
cessar.
E cessa
lentamente.
Vai embora
Com preguiça
E é a vez do
sol:
Ilumina
planta.
O quadro
Acredita que
a
Beleza
poética é
Sempre
irrefutável.
O belo
escrito
Não passa de
Mais um.
Bebo meu
Nescau,
Pinto um
quadro.
Mediano!
O marcador
azul
Acabou.
E agora céu?
Chamo Lucas,
Mas é cego e
Gauche. E
Gauche
Vai cego.
Não consegue
ver,
Mas sente e
Chora
A unha
Encravada.
Negalhos de um Passado inaudito
Bom acordar
com o fulgor do sol, pena permanecer apenas na memória. Sem palmeiras, sem
sabiá. O verde foi substituído pelo cinza e o azul celeste tornou-se preto.
Minha vaga memória aponta tempos
magníficos, quando tudo exalava doces cores, pássaros acordando a humanidade
com belas melodias. Agora nem ao menos sabem o que é uma árvore e o único mar é
o de edificações.
O som da natureza foi
substituído pelo barulho da tecnologia. Zumbidos, cacarejos, uivos ou rígidos
apenas reproduzidos por aparelhos eletrônicos. Nada espetacular!
No início, tudo parecia
maravilhoso, mas acabamos presos pelas grades da monotonia. Nossa vida foi
padronizada, parecemos apenas sardinhas enlatadas. Sem doenças, sem surpresas,
sem novidades, enfim, sem graça.
Em meio a tanto fragor, gosto de
fechar os olhos, relembrar o Passado e buscar júbilo. Meus sonhos são repletos
de momentos marcantes do Passado e aproveito este resto de vida dormindo, e
assim posso aproximar-me do que agora não passa de simples lembrança.
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Mariana
Jovens pétalas
Desabrocham.
Feixes luminosos
Incidem
E clareiam
A água -
Cristalina -
Que,
Timidamente, rega
Aquelas tímidas
Flores.
Floresce uma
Mar de cores.
Pássaros,
Com vigor,
Cantam.
Enchem seus
Pulmões daquele
Vento majestoso.
Canto e odor,
Antes
Imperceptíveis,
Colorem o
Céu em crepúsculo.
E eis que lhe vem
Apenas um nome.
E sussurra
Docemente:
Mariana.
Desabrocham.
Feixes luminosos
Incidem
E clareiam
A água -
Cristalina -
Que,
Timidamente, rega
Aquelas tímidas
Flores.
Floresce uma
Mar de cores.
Pássaros,
Com vigor,
Cantam.
Enchem seus
Pulmões daquele
Vento majestoso.
Canto e odor,
Antes
Imperceptíveis,
Colorem o
Céu em crepúsculo.
E eis que lhe vem
Apenas um nome.
E sussurra
Docemente:
Mariana.
Se escrevo?
Escrevo,
Mas nem
Tão bem.
Escrevo,
Mas mal
escrevo.
Escrevo
Mal
Por ser
livre.
E por ser
livre,
Mal escrevo.
Quase
escrevo
E acho que
escrevo.
Mas acho
Que devia
escrever.
Por isso
escrevo,
Mas não
escrevo
O Novo
E sim algo
Já visto.
O consagrado
Ingerido e
Regurgitado,
Nada
diferente.
Sinto-me sem
Mente e
Amedronto-me.
Mas busco
conforto
Nas
palavras,
Estas mesmas
que
Escrevo.
E reescrevo
O já
escrito,
Pois sei que
Se
escrevesse
Não seria
reescrito.
O novo foi
Substituído
Pelo sem
graça.
Não há nada
Pra
escrever.
O que devo
Escrever?
A novidade
Já perdeu
Sua cor.
Ganhou
aquele
Tom de sépia
E deixou o
Famoso
cheiro
De mofo.
Vivemos com
algo
Já forjado,
Algo imposto
Ao alienado.
Pobre de
cultura,
Busca
nacionalismo.
Não
encontra,
Chora,
Desola-se
E levanta.
Mas levanta
Consciente,
Levanta
contente.
Vai gauche
fazer
Poesia.
Vai gauche,
Vai
escrever.
Esquece
Pasárgada,
Deixa o
ideal.
Parte pro
real
E não deixa
a
Carne,
fraca,
Recobrir a
verdade.
Com mente,
Que sem
semente,
Só mente.
Engana,
Mas é por
acaso.
Não sabe ao
menos
O que
acontece.
Que faz
sabe?
Saberia se
soubesse,
Ou nem
poderia.
Caberia?
Nada de
ciclos
Ou secos.
Apenas
desejos
Talvez de
fazer
O que sabe
que
Pode fazer.
Capaz?
Não sabe.
É gauche,
Não sabe e
Aquela
pedra,
Que
continua,
Faz
tropeçar.
Em pessoas
Não dá mais
Pra
esconder-me.
Animaliza-se
Instintivamente.
A pupila
dilatada
Define.
Mas sabe?
A doença que
Mata Baleia
Já não é
hodierno.
Idealizo,
Como criança
Inocente.
Sonho com um
futuro,
Mas
diferente.
Talvez com
moderno,
Escrever
algo eterno.
Deixar na
memória e
Sem escória.
Sem medo
Apenas
escrever.
Morrer
escrevendo,
Não morrer
de repente.
Morrer
depois de escrito,
Mas sem
receio.
Poder
escrever.
Descrever
devaneio,
Tornar o
fugidio
Corriqueiro.
Permitir ao
tato
Alegria.
Para
desfazer arrelia,
Escrevo.
Homem na Rua
Nasci num país tropical, conhecido por suas praias, mas não sou
flamengo e muito menos tenho uma nega chamada Tereza.
Meu nome é Gustavo. E trabalho? Bem, sou morador de rua, um dos vários
mendigos desse país. Mas, arrisco dizer que sou o mais bonito. Meu longo cabelo
castanho e frisado é inigualável. Tenho olhos castanho-escuros e a barba nem
tão mal feita.
Esbanjo, ainda, boa forma física. Com caminhadas diárias pela
movimentada São Paulo. Já tentei ser catador, mas não deu certo. Não é minha
praia.
Muitos me perguntam se passo fome. Óbvio que não, visto que semana
passada comi metade de um pão que encontrei no chão. Delicioso! Os outros
morreram de inveja, ou fome, nem sei ao certo.
À noite, deito no meu aconchegante papelão e reflito sobre a vida, mas
estou sempre atento. Tenho que estar alerta quando os jovens ricos passam, pois
eles sim dão medo na minha gente.
Ontem ouvi mencionarem um lugar onde pode-se comer, tomar banho e divertir-se
ao mesmo tempo. Dei risadas até não aguentar. Esse povo fala cada coisa. Gente
maluca.
domingo, 7 de julho de 2013
Sentado no aconchego
Olhos
vidrados,
Sobrepostos
por óculos.
Aquela
armação enferruja,
Acompanha o
ponteiro,
Que anda,
Lentamente,
quase
Não se move.
Desintegra-se
Sobre este
Rosto
enrugado,
Maltratado
pelo tempo.
Barba e
cabelos brancos.
E um chapéu.
Meio
antiquado,
Mas
agradava-lhe.
Seu palito,
velho e
Não
diferente dele.
Trazia ainda
a
Mancha de
graxa.
Trabalhara,
trabalhara!
A troco de
quê?
Companhia?
Não tem nem
isso
Para sua
sepultura.
Ainda ali,
Olha, mas
Sem
objetivo.
Ainda
sentado em
Sua
poltrona,
Fétida e
velha.
Não perdera!
Continuarão
ali.
Putrefará?
Aqueles
vermes
Não perderão
tempo!
Vila dos Tavos
Tavos,
No vilarejo de
Trinta e poucos,
Era produto
Importante.
Significava
Status e
A quantidade
Não era questão.
Mas houve
Revolta,
Decorrente de
Crise.
O povo dos Tavos
Agitou-se.
Criou-se um
Estado de guerra
E as relações
Intra sociais
Eram animalescas.
Não se ouviam
Mais palavras,
Apenas ruídos
De angústia e
Medo.
Partiram para
Vias de fato e,
Entre
Paus e pedras,
Entre vilões
Já somavam-se
Vinte
Sem Tavos.
No vilarejo de
Trinta e poucos,
Era produto
Importante.
Significava
Status e
A quantidade
Não era questão.
Mas houve
Revolta,
Decorrente de
Crise.
O povo dos Tavos
Agitou-se.
Criou-se um
Estado de guerra
E as relações
Intra sociais
Eram animalescas.
Não se ouviam
Mais palavras,
Apenas ruídos
De angústia e
Medo.
Partiram para
Vias de fato e,
Entre
Paus e pedras,
Entre vilões
Já somavam-se
Vinte
Sem Tavos.
sábado, 6 de julho de 2013
Geração Primavera
Olhos ninados e
Cerrados,
Abrem-se.
Levanta com
Vigor.
E, como
Primavera,
Floresce.
O opressor
Amedronta-se,
Pois o poder
Pertence ao Povo.
Não aguenta
Mais o cárcere.
Não aceitará
A sinistra,
E esta não
Recairá sobre
Aqueles
Jovens cabelos.
Não lhe golpeará
Mais a face em
Verde e Amarelo.
Cerrados,
Abrem-se.
Levanta com
Vigor.
E, como
Primavera,
Floresce.
O opressor
Amedronta-se,
Pois o poder
Pertence ao Povo.
Não aguenta
Mais o cárcere.
Não aceitará
A sinistra,
E esta não
Recairá sobre
Aqueles
Jovens cabelos.
Não lhe golpeará
Mais a face em
Verde e Amarelo.
Insigne sucesso!
O insucesso
Sucedido de
Triste Suspiro,
Sublima
Súbitos pensamentos
Disseminados.
Discernindo
Substância e Ser.
E, sem saber,
Solevanta
Lúgubres
Fantasias
Mórbidas.
Mas num fluxo
Deságua,
Negras substâncias
Numa só
Superfície.
Putrefaz-se a carne,
Esquecida por quem
Outrora amou.
Não!
O fulgor
Da Estrela-Áurea
Nem ao menos
Incute fim à
Tanta dor!
Sucedido de
Triste Suspiro,
Sublima
Súbitos pensamentos
Disseminados.
Discernindo
Substância e Ser.
E, sem saber,
Solevanta
Lúgubres
Fantasias
Mórbidas.
Mas num fluxo
Deságua,
Negras substâncias
Numa só
Superfície.
Putrefaz-se a carne,
Esquecida por quem
Outrora amou.
Não!
O fulgor
Da Estrela-Áurea
Nem ao menos
Incute fim à
Tanta dor!
homem sem Vontade
Acorda de manhã,
Com preguiça.
Porém, não diferente.
Toma café,
Olha a rua -
Ao léu!
Raios luminosos
Não doem.
Acordara
E sabe.
Arruma-se,
Pois tem que
Trabalhar.
Trabalha
E tem dor
De cabeça,
Nada de novo.
A rotina,
Indiferente,
Permanece e,
Ao final,
Não aguenta.
Desiste e morre.
Não encontrou!
Morre sem
Encontrar o que
Procurou na vida.
Morre sem
homem!
Com preguiça.
Porém, não diferente.
Toma café,
Olha a rua -
Ao léu!
Raios luminosos
Não doem.
Acordara
E sabe.
Arruma-se,
Pois tem que
Trabalhar.
Trabalha
E tem dor
De cabeça,
Nada de novo.
A rotina,
Indiferente,
Permanece e,
Ao final,
Não aguenta.
Desiste e morre.
Não encontrou!
Morre sem
Encontrar o que
Procurou na vida.
Morre sem
homem!
Sepulcro
Formosa flor
Esfalece em meio
Àquelas lágrimas
Derramadas
No ato de
Trocá-la.
Foi, mas
Permanece.
E enaltece,
E torna a
Esquecer.
E lembra,
E chora -
Feito criança.
Este rio deságua
No mesmo mar
Que banha
Aquelas flores -
Que não
Diferentes dele -
Foram esquecidas.
E que agora
Aguardam apenas
Pela putrefação
Completa.
Na dualidade
Da carne e
Da pétala.
Na esperança
Da morte.
Esfalece em meio
Àquelas lágrimas
Derramadas
No ato de
Trocá-la.
Foi, mas
Permanece.
E enaltece,
E torna a
Esquecer.
E lembra,
E chora -
Feito criança.
Este rio deságua
No mesmo mar
Que banha
Aquelas flores -
Que não
Diferentes dele -
Foram esquecidas.
E que agora
Aguardam apenas
Pela putrefação
Completa.
Na dualidade
Da carne e
Da pétala.
Na esperança
Da morte.
A guerra
Homem, homem.
Barata, impura.
Homem pisa,
Mata barata.
Nojenta!
Causa raiva
Ao homem,
Que pisa,
Raivosamente!
E a barata
Morre.
Tem escolha?
Apenas morre.
O homem,
Raivoso,
Pega vassoura.
Empilha baratas,
Baratas mortas.
Toxicomaníaco,
O homem mata.
Mata baratas.
Impuras!
E morrem,
Humilhadas.
Mata assaz baratas?
Não era preciso
Tal Genocídio!
Barata, impura.
Homem pisa,
Mata barata.
Nojenta!
Causa raiva
Ao homem,
Que pisa,
Raivosamente!
E a barata
Morre.
Tem escolha?
Apenas morre.
O homem,
Raivoso,
Pega vassoura.
Empilha baratas,
Baratas mortas.
Toxicomaníaco,
O homem mata.
Mata baratas.
Impuras!
E morrem,
Humilhadas.
Mata assaz baratas?
Não era preciso
Tal Genocídio!
Na rua
Compassado,
Desordenado,
Sintonizado,
Ou apenas ado.
Corre, anda,
Pula.
E pula pra quê?
Corre pra saber.
E sabe,
E anda -
Calmamente.
Passa, passo.
Passos?
Sussurra.
Grita!
Mas não posso
Nem ouvir.
Berra, espera!
E corre.
E corro.
E grita.
- O carro!
Não corre,
Não corro,
Apenas caio
E morro.
E vejo
Aqueles passos
Voltados pra mim.
Desordenado,
Sintonizado,
Ou apenas ado.
Corre, anda,
Pula.
E pula pra quê?
Corre pra saber.
E sabe,
E anda -
Calmamente.
Passa, passo.
Passos?
Sussurra.
Grita!
Mas não posso
Nem ouvir.
Berra, espera!
E corre.
E corro.
E grita.
- O carro!
Não corre,
Não corro,
Apenas caio
E morro.
E vejo
Aqueles passos
Voltados pra mim.
A Carta
Amigo,
Pensei em
Escrever-lhe.
Exaltar nossa
grande amizade.
Queria poder
Fazê-lo.
Algo não permite,
Sabes bem.
Ridiculamente
Perdi tempo.
Mas não aspiro
Sua fétida
Comoção.
Tua falsidade
Foi, devidamente,
Recíproca.
Não se preocupe em
Checar o correio,
A caneta já
Fora delicadamente
Acomodada
No estojo.
Pensei em
Escrever-lhe.
Exaltar nossa
grande amizade.
Queria poder
Fazê-lo.
Algo não permite,
Sabes bem.
Ridiculamente
Perdi tempo.
Mas não aspiro
Sua fétida
Comoção.
Tua falsidade
Foi, devidamente,
Recíproca.
Não se preocupe em
Checar o correio,
A caneta já
Fora delicadamente
Acomodada
No estojo.
Seca
Cai chuva perene,
Deságua neste
Mar de desesperança.
Molha a terra,
Banha a plantação,
Cessa a cede do gado.
Não maltrata mais,
Sabe,
Não merece!
Traz vida.
Pinta de verde
Este cenário decrépito.
Mas mal me conhece.
Acreditas tu em
Bondade?
Enquanto utopicamente
Sonhas,
Ambicioso fujo de
Mais anotação.
Deságua neste
Mar de desesperança.
Molha a terra,
Banha a plantação,
Cessa a cede do gado.
Não maltrata mais,
Sabe,
Não merece!
Traz vida.
Pinta de verde
Este cenário decrépito.
Mas mal me conhece.
Acreditas tu em
Bondade?
Enquanto utopicamente
Sonhas,
Ambicioso fujo de
Mais anotação.
Aaah, o amor!
Arranha,
Bate e
Empurra.
Chuta e
Faz sofrer.
Ignora,
De forma
Ignorante!
Abre os braços
E deixa-me cair.
Cair no desolo,
Sem acolher-me.
Abre-me os
Olhos
Pra ver
Sofrimento.
E, sem
Cabimento,
Me humilha.
Ri e zomba.
Faz piada,
Mas ao final
Não esquece
De dizer.
Te amo.
Bate e
Empurra.
Chuta e
Faz sofrer.
Ignora,
De forma
Ignorante!
Abre os braços
E deixa-me cair.
Cair no desolo,
Sem acolher-me.
Abre-me os
Olhos
Pra ver
Sofrimento.
E, sem
Cabimento,
Me humilha.
Ri e zomba.
Faz piada,
Mas ao final
Não esquece
De dizer.
Te amo.
O homem
O homem é homem.
O homem é bicho.
O homem não é homem.
Mas se não fosse, quem seria?
O homem? Quem é o homem?
O homem é?
O homem é.
O homem não é.
Mas se não é, o que seria?
O que é o homem?
Sei ou não sei?
O homem que não é homem:
É homem, é bicho, é e não é.
O homem
É apenas o homem.
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