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sábado, 20 de julho de 2013

Casualidade

Na manhã
Desta
Segunda-feira,
Um homem
Acorda e
Arruma-se
Para ir
Trabalhar.
Bebe seu
Café preferido
E parte
Para mais
Uma jornada.
Na rua,
Avista dois
Rapazes
Suspeitos
Vindo em sua
Direção
E que acompanham
Compassadamente
Os passos
Das jovens
Donzelas
Que andam
Na mesma
Direção.
O homem,
Tendo
Seus sentidos
Abalados
Pelo medo
Do perigo
Iminente,
Acaba por
Esbarrar nas
Moças.
Seus copos
De café
Caem.
Algumas
Desculpas tímidas
São ditas
E nada mais.
Uma senhora,
Já de idade,
Acompanha
Toda a trama
Que envolve
Três rapazes e
Duas moças.
A senhora
Lia seu jornal
Enquanto
Esperava por
Seu café.
Mas o
Garçom
Daquele dia
Era recém
Chegado.
Esquecera de
Anotar
O pedido
Da dama
Que esperava
Tranquilamente
Enquanto
Lia seu jornal
E assistia
Aquela cena
Conturbada.
Nada foi dito,
Nada foi
Feito.
O garçom
Engoliu seu
Orgulho e
Resolveu atender
Novamente.
Um café
Meio amargo.
O funcionário
Anota e
Dirige-se para
A cozinha,
Onde o dono
Está.
E a distância
Entre rapaz
E moças
Já era
De uns
Quatro passos.
O dono
Recebe a
Folha e começa.
Mistura alguns
Ingredientes
E chama
O jovem
Funcionário.
O pedido está
Pronto.
Via-se a
Alegria no
Olhar ao saborear
Aquele café –
Seu preferido.
Já se somavam
Doze passos
E os dois
Suspeitos
Mantinham a
Distância de
Sete.
O homem
Chegou ao trabalho,
Mais atrasado
Do que
O normal.
A senhora
Deliciou-se
Em seu café
E retornou
Para sua
Vida
Monótona.
Mas um crime
Abalou
A cidade.
O jornal
Que a mesma
Senhora lia
Na manhã
Do dia
Seguinte
Trazia a notícia
De um cruel
Assassinato.
Enquanto o rapaz
Passava
Apressado do
Outro lado
Da rua –
Mais cedo.
Duas mulheres
Foram esquartejadas
E as folhas
Traziam as fotos
Das jovens.
A senhora
Pegou sua
Xícara,
Levantou-a –
Já com alguma
Dificuldade –
E bebeu um
Gole de seu
Café.
Mais amargo
Do que
O normal.

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