Bom acordar
com o fulgor do sol, pena permanecer apenas na memória. Sem palmeiras, sem
sabiá. O verde foi substituído pelo cinza e o azul celeste tornou-se preto.
Minha vaga memória aponta tempos
magníficos, quando tudo exalava doces cores, pássaros acordando a humanidade
com belas melodias. Agora nem ao menos sabem o que é uma árvore e o único mar é
o de edificações.
O som da natureza foi
substituído pelo barulho da tecnologia. Zumbidos, cacarejos, uivos ou rígidos
apenas reproduzidos por aparelhos eletrônicos. Nada espetacular!
No início, tudo parecia
maravilhoso, mas acabamos presos pelas grades da monotonia. Nossa vida foi
padronizada, parecemos apenas sardinhas enlatadas. Sem doenças, sem surpresas,
sem novidades, enfim, sem graça.
Em meio a tanto fragor, gosto de
fechar os olhos, relembrar o Passado e buscar júbilo. Meus sonhos são repletos
de momentos marcantes do Passado e aproveito este resto de vida dormindo, e
assim posso aproximar-me do que agora não passa de simples lembrança.
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