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terça-feira, 9 de julho de 2013

Negalhos de um Passado inaudito

                 Bom acordar com o fulgor do sol, pena permanecer apenas na memória. Sem palmeiras, sem sabiá. O verde foi substituído pelo cinza e o azul celeste tornou-se preto.
                Minha vaga memória aponta tempos magníficos, quando tudo exalava doces cores, pássaros acordando a humanidade com belas melodias. Agora nem ao menos sabem o que é uma árvore e o único mar é o de edificações.
                O som da natureza foi substituído pelo barulho da tecnologia. Zumbidos, cacarejos, uivos ou rígidos apenas reproduzidos por aparelhos eletrônicos. Nada espetacular!
                No início, tudo parecia maravilhoso, mas acabamos presos pelas grades da monotonia. Nossa vida foi padronizada, parecemos apenas sardinhas enlatadas. Sem doenças, sem surpresas, sem novidades, enfim, sem graça.

                Em meio a tanto fragor, gosto de fechar os olhos, relembrar o Passado e buscar júbilo. Meus sonhos são repletos de momentos marcantes do Passado e aproveito este resto de vida dormindo, e assim posso aproximar-me do que agora não passa de simples lembrança.

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