Escrevo,
Mas nem
Tão bem.
Escrevo,
Mas mal
escrevo.
Escrevo
Mal
Por ser
livre.
E por ser
livre,
Mal escrevo.
Quase
escrevo
E acho que
escrevo.
Mas acho
Que devia
escrever.
Por isso
escrevo,
Mas não
escrevo
O Novo
E sim algo
Já visto.
O consagrado
Ingerido e
Regurgitado,
Nada
diferente.
Sinto-me sem
Mente e
Amedronto-me.
Mas busco
conforto
Nas
palavras,
Estas mesmas
que
Escrevo.
E reescrevo
O já
escrito,
Pois sei que
Se
escrevesse
Não seria
reescrito.
O novo foi
Substituído
Pelo sem
graça.
Não há nada
Pra
escrever.
O que devo
Escrever?
A novidade
Já perdeu
Sua cor.
Ganhou
aquele
Tom de sépia
E deixou o
Famoso
cheiro
De mofo.
Vivemos com
algo
Já forjado,
Algo imposto
Ao alienado.
Pobre de
cultura,
Busca
nacionalismo.
Não
encontra,
Chora,
Desola-se
E levanta.
Mas levanta
Consciente,
Levanta
contente.
Vai gauche
fazer
Poesia.
Vai gauche,
Vai
escrever.
Esquece
Pasárgada,
Deixa o
ideal.
Parte pro
real
E não deixa
a
Carne,
fraca,
Recobrir a
verdade.
Com mente,
Que sem
semente,
Só mente.
Engana,
Mas é por
acaso.
Não sabe ao
menos
O que
acontece.
Que faz
sabe?
Saberia se
soubesse,
Ou nem
poderia.
Caberia?
Nada de
ciclos
Ou secos.
Apenas
desejos
Talvez de
fazer
O que sabe
que
Pode fazer.
Capaz?
Não sabe.
É gauche,
Não sabe e
Aquela
pedra,
Que
continua,
Faz
tropeçar.
Em pessoas
Não dá mais
Pra
esconder-me.
Animaliza-se
Instintivamente.
A pupila
dilatada
Define.
Mas sabe?
A doença que
Mata Baleia
Já não é
hodierno.
Idealizo,
Como criança
Inocente.
Sonho com um
futuro,
Mas
diferente.
Talvez com
moderno,
Escrever
algo eterno.
Deixar na
memória e
Sem escória.
Sem medo
Apenas
escrever.
Morrer
escrevendo,
Não morrer
de repente.
Morrer
depois de escrito,
Mas sem
receio.
Poder
escrever.
Descrever
devaneio,
Tornar o
fugidio
Corriqueiro.
Permitir ao
tato
Alegria.
Para
desfazer arrelia,
Escrevo.
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