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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Tebas

E então,
Na cidade de Tebas
Não há confusão?
Mas conte-me
Mais sobre tal
Euforia.
Aquela gente
Tão junta
Não ria?
A multidão
Reunida não
Tem razão.
E o alvoroço
Ensaio?
Gritam:
É Laio, é Laio.
Estirado no chão
Nosso gordo babão.
E comentam
Ao léu:
Quem mandou
Cuspir no céu.
Desrespeitou
O Oráculo
E propiciou
Tal espetáculo.
E vais perguntar
De mim?
Não sou nobre
Assim.
Apenas fui acolhido
Por Corinto
E agora
Viajo faminto.
Desrespeito?
Talvez.
Mas morreu sem
Sensatez.
De manhã
Quatro,
Meio dia
Dois
E à tarde
Três?
É o homem.
E você
Se desfez.
Ó, Tebas,
Recebe teu rei.
Uma esposa
Terei?
Eu e Jocasta
Governando
Esta terra vasta.
Mas e a peste?
Não me teste!
A punição
De meu incesto*
Roubou-me
A visão.
Jocasta, minha
Amada mãe,
Já não
Vive mais.
Quatro filhos
E um reino
Deixamos

Para trás.

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