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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Sons da noite

Dorme seu
Sono sonolento.
Fragor!
O suor molha
A cama, ou
É outra coisa.
Volta seus pensamentos
Para a angústia.
Tremula e
Analisa:
É o gato!
Tranquiliza-se,
Mas vem
Questionamento:
Que gato?
Não há gato!
Agoniza sob
Cobertores molhados.
O escuro incerto
Não presta suporte.
A morte,
A morte!
O barulho inquietante
Inquieta o homem
Que na sonolência
Da preguiça
Chora a cabeça
Confusa e sombria.
A ofegância do ar
Acompanha o
Coração,
Que se alinha
Àquele relógio
(tic-tac, tum-tum).
A orquestra noturna
Entra em sintonia
Com o estrondo.
Do porão?
De fora?
Tem medo de
Chegar na luz
E permanece estático.
Nem os movimentos
Consegue.
Analisa como
Chegar e
Cria a situação
Na mente,
Mas e a
Participação corporal?
Apenas suor.
O golpe do corpo
Lançado ao ar
Rompe o
Estado inerte.
A respiração acelera
E corre,
De encontro à luz.
Ilumina
O quarto.
O ar gélido
Aquece o coração
Do homem,
Que chora o
Que vê.
A luz, inútil,
Simplesmente
Não serve.
Apaga e acende
Freneticamente,
Na tentativa de
Mudar a perspectiva.
A luz apenas toca
As coisas comuns
Do quarto.
O fragor, antes
Intrigante,
Banaliza-se,
Silencia-se.
E o silêncio acaba
Por golpear o
Homem que não
Sabe dormir e
Que chora o nada.
E do nada
Torna a sofrer.

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